sexta-feira, 24 de outubro de 2008
Sensacionalismo
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
Cinema é sinônimo de modernidade estética no Recife
O cinema é símbolo e expressão dos tempos modernos. Nos anos 20, a modernidade chegava à Veneza Brasileira, trazendo o cinema para a cidade. "O Recife, palco da Belle Époque, já foi conhecido como a 'Hollywood Brasileira'. Entre 1923 e 1931, havia, na cidade, mais de 30 salas de exibição cinematográfica e foram produzidos cerca de 18 longas-metragens (filmes com duração superior a 60min). Além disso, aqui se situava o cinema Santa Isabel, o melhor e mais luxuoso do Norte-Nordeste, com 1.900 lugares", explicou Isabella Leite.
Auditório amplo com paredes preparadas acusticamente é o projeto de uma típica sala de cinema. Atraídas por esse aparato, muitas igrejas, sobretudo evangélicas cujo volume de adeptos é grande, instalam suas sedes em cinemas desativados, descaracterizando-os. "Até pouco tempo, não existia ordenamento jurídico adequado que punisse o ato de desfigurar esses edifícios. O que é uma pena, pois os cinemas não só têm importância arquitetônica para o Recife, mas, também, histórica", lamentou Isabella.
HISTÓRIA DA CIDADE – Muito da história do Recife dependeu de transformações ocorridas na Arquitetura da cidade. Com elas, os cinemas foram construídos, o que movimentou a cena intelectual recifense. "Esse minicurso se propõe a mostrar a influência da arquitetura e do cinema na realidade social. Por isso, estou muito satisfeita com a iniciativa da Católica", declarou Suzy Silveira, aluna do 10º período de Arquitetura da Universidade Católica.
domingo, 27 de julho de 2008
Memórias - 28/02/2005 (Onde está Beira?)
¹ Queda do tempo - parece-me que ele deu uma trégua, aparentemente estagnou para que pudéssemos deliciar-nos com a serena figura da cubista obra de Zé Picasso.
quinta-feira, 24 de julho de 2008
Candidato ou super-herói?
João (membro fictício da banca examinadora) e Chico Buarque, aquele usando o recurso da enumeração; este, o do ritmo, abordaram o mesmo tema: situações cotidianas.²
Como todos sabem, a maioria das provas de concurso trazem notícias tiradas de jornais, revistas, etc. Mas o que é uma notícia? Notícias não costumam possuir ritmo, nem métrica, é verdade. Independentemente disso, toda notícia costuma ser um fato novo, cotidiano e, acima de tudo, um fato capaz de atrair grande número de leitores, através da identificação pessoal causada pela situação exposta nela (na notícia). Então, por que não escolher, para o texto de uma questão, Cotidiano?
Talvez porque falte maldade à banca ou talvez porque a banca considere subjetiva uma música para uma questão dita objetiva. Porém, considerando a idéia de subjetividade, que notícia não é subjetiva? Até onde se sabe, nenhuma máquina conseguiu se graduar em Comunicação Social – Jornalismo.
De uma hora para outra, os textos essencialmente jornalísticos tão típicos em concursos para empregos públicos não serão largados, é claro. No entanto, já há, por aí, exemplos aptos a atiçar a mente (incoerente) da fábrica de questões ditas objetivas. Basta pensar nas provas de vestibular. Como crianças de dezessete, dezoito anos são submetidas a questões cujas respostas baseiam-se em Semiótica? Que eu saiba, não existem, no programa do vestibular, tópicos sobre Bakhtin, Umberto Eco, Affonso R. Sant’Anna, Luiz Tatit, Vygotsky, etc.
Estão os concurseiros aliviados, não é verdade? Não. Em contra-partida, os editais de concurso para emprego público também não recomendam a graduação do candidato em Ciências Sociais - Sociologia. Levando em conta que notícia de concurso não é poesia, nem música, nem nada literário, mas, sim, documento, é preciso "decompor os elementos do texto em palavras, símbolos, frases, classificar esses elementos em categorias preestabelecidas, para que, em seguida, tais elementos possam ser analisados quanto a seu número e sua intensidade".³ Enfim, é preciso, entre outras habilidades curriculares, ter dotes sociológicos para fazer um concurso.
Enquanto houver interpretação de texto, não resta dúvida de que, para se submeter a um concurso, cabe ao candidato, antes de tudo, ser sociólogo, futuro crítico literário, psicólogo, clarividente, super-herói. Só que tudo isso – pouca gente sabe - os editais chamam de “interpretador de texto”.
NOTAS
² Enumerar sugere a ação de alguém que, freqüentemente, faz provas de concurso e já sabe de cor todo o ritual de se preparar para uma avaliação. Quanto à canção, note que o cotidiano é uma realidade tão habitual que passa a irritar, daí a opção por um ritmo que não pára de se repetir e dá a sensação de enfadonho.
sexta-feira, 18 de julho de 2008
Por toda a minha vida - Dolores Duran

PÍFIO, PÍFIO, PÍFIO! VERDADEIRA NEUROPATIA DA NATUREZA!
O programa é dum mau gosto terrível. Figurino, cenário, linguagem, etc não foram estudados, nem pesquisados - basta ver o trinco da porta, o uso de objetos em acrílico, certas gírias, enfim.
Outra coisa, se era para dar uma imagem de antigamente, para que tanto colorido?! A resolução em widescreen ficou boa nas entrevistas, mas seria bem mais válida no decorrer da história. Eu concordo que P&B não ficaria bom, mas colorido daquele jeito?!
Além disso, o programa traz erros tolos como escrever ora Chico Anísio (sic), ora Chico Anysio - sendo esta a grafia correta, e não aquela.
Sim, por que pôr Fernanda Lima de apresentadora? É sempre assim, num especial antigo sobre Tom Jobim, quem apresentava era a Camila Pitanga. O grupo Globo possui jornalistas como Lorena Calábria, Chico Pinheiro, entre outros(as) apresentadores(as) que, realmente, conhecem a música brasileira e poderiam passar paixão e veracidade no programa.
Ainda bem que o arquivo da Globo se salva - são sem par as gravações com o Tom, as fotografias da Dolores, porém, isso, é claro, muita gente acha no Google. Ademais, as entrevistas foram boas e sérias.
Mas, enfim, fazer televisão é comunicar audioviasualmente e, como pouca gente sabe fazer isso, além de muitos telespectadores serem leigos natos (quero dizer, leigos em tudo - imagem, som, Bossa Nova, risos), não me impressiona o sucesso desse vôo cego da Globo.
Para vocês terem uma idéia, esse programa é tão ruim que eu duvido muito de que ele seja televisionado, como arquivo, em canais do tipo GloboNews ou GNT.
Por fim, fica aqui algo bem trabalhado para que se tenha base e faça-se uma sóbria analogia.
quarta-feira, 9 de julho de 2008
Meus versos mais queridos
Um jogo do Náutico é tão belo como a Vênus de Milo.
O que há é pouca gente para dar por isso.
Maiara M.
30 DE JUNHO
Aprendi com meus pais de tralálá de anos
que o amor é a descoberta das coisas mais
(lindas e) esquisitas que alguém pode sentir.
Maiara M.


