sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Sensacionalismo

Segundo a psicanálise, o eu de cada indivíduo sacia-se a partir daquilo que a sociedade considera necessário. Daí que, sendo a mídia o agente simbólico da contemporaneidade, nada mais natural do que a massa reproduzir, quase mecanicamente, as mensagens midiáticas.
É nesse contexto que o sensacionalismo torna-se uma ferramenta de pressão social. A veiculação de fatos como o caso Collor, o furacão Katrina, entre outros, estimula as pessoas a se posicionarem em prol do bem e do certo. Assim, é leviano não reconhecer o papel da imprensa na formação de uma sociedade mais humanizada, justa e democrática.
O inesperado, porém, é que esse mesmo sensacionalismo cause perturbação. Isso quando a veiculação insistente de brutalidade estimula o desenvolvimento de tipos inclinados a crimes hediondos.
Explorando os fatos de maneira sensacionalista, os meios de comunicação muito podem beneficiar a esfera social. Mas não se pode esquecer do quanto esses mesmos meios pecam por repisarem em violência, a ponto de enaltecê-la.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Cinema é sinônimo de modernidade estética no Recife

Antigo Cine Eldorado, por Isabella Leite.


"Terça-feira, sessão espiritual do descarrego" é o "filme em cartaz" em muitos dos antigos cinemas espalhados pela cidade do Recife. Abordando a descaracterização estética dos velhos cinemas recifenses, as professoras de Arquitetura da UNICAP Andréa Dornelas e Isabella Leite, ministraram, na tarde da sexta-feira passada (29), a última parte do minicurso "Arquitetura, cidade e cinema".

O cinema é símbolo e expressão dos tempos modernos. Nos anos 20, a modernidade chegava à Veneza Brasileira, trazendo o cinema para a cidade. "O Recife, palco da Belle Époque, já foi conhecido como a 'Hollywood Brasileira'. Entre 1923 e 1931, havia, na cidade, mais de 30 salas de exibição cinematográfica e foram produzidos cerca de 18 longas-metragens (filmes com duração superior a 60min). Além disso, aqui se situava o cinema Santa Isabel, o melhor e mais luxuoso do Norte-Nordeste, com 1.900 lugares", explicou Isabella Leite.

Auditório amplo com paredes preparadas acusticamente é o projeto de uma típica sala de cinema. Atraídas por esse aparato, muitas igrejas, sobretudo evangélicas cujo volume de adeptos é grande, instalam suas sedes em cinemas desativados, descaracterizando-os. "Até pouco tempo, não existia ordenamento jurídico adequado que punisse o ato de desfigurar esses edifícios. O que é uma pena, pois os cinemas não só têm importância arquitetônica para o Recife, mas, também, histórica", lamentou Isabella.

HISTÓRIA DA CIDADE – Muito da história do Recife dependeu de transformações ocorridas na Arquitetura da cidade. Com elas, os cinemas foram construídos, o que movimentou a cena intelectual recifense. "Esse minicurso se propõe a mostrar a influência da arquitetura e do cinema na realidade social. Por isso, estou muito satisfeita com a iniciativa da Católica", declarou Suzy Silveira, aluna do 10º período de Arquitetura da Universidade Católica.

domingo, 27 de julho de 2008

Memórias - 28/02/2005 (Onde está Beira?)


Eis que ociosa (sem ter o que fazer), opto por entisicar (implicar). Caros amiguinhos, está aí o lascivo (sexy) Teobaldo Beltrano. Um gajo (rapaz) baixinho de charme peculiar (singular), uma réplica da beleza sublime e, em tal queda do tempo¹, na iminência do expandir dos rebordos (beiços) - apreciem, também, os olhos esbugalhados mais passionais (apaixonados) do colégio. Não é piegas, gazelas atoleimadas (menininhas bobinhas)? Estaria o melífluo (doce) mancebo, Cipriano Cicrano, a enaltecer-se (ficar feliz) ao presenciar, inefável (inexprimível), da pomposa (linda) e ausente amada, Juliana Kelly Natália? Bem, não cabe a mim... Abraços.

¹ Queda do tempo - parece-me que ele deu uma trégua, aparentemente estagnou para que pudéssemos deliciar-nos com a serena figura da cubista obra de Zé Picasso.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Candidato ou super-herói?

Edital. Anexo. Programa. Português. Primeiro tópico. Interpretação de texto. Essa seqüência é tão corriqueira – e por que não redundar, chamando-a de previsível? – que poderia ser lida ao ritmo de Cotidiano (Chico Buarque - Rio de Janeiro, 1971).

Nisso, é verdade, já se teria um enunciado de prova. Afinal, Cotidiano tem tanto teor de notícia quanto Formalidade bate recorde.¹ Assim, por exemplo, seria difícil, mas não impossível, a alternativa correta conter o seguinte argumento:

João (membro fictício da banca examinadora) e Chico Buarque, aquele usando o recurso da enumeração; este, o do ritmo, abordaram o mesmo tema: situações cotidianas.²

Como todos sabem, a maioria das provas de concurso trazem notícias tiradas de jornais, revistas, etc. Mas o que é uma notícia? Notícias não costumam possuir ritmo, nem métrica, é verdade. Independentemente disso, toda notícia costuma ser um fato novo, cotidiano e, acima de tudo, um fato capaz de atrair grande número de leitores, através da identificação pessoal causada pela situação exposta nela (na notícia). Então, por que não escolher, para o texto de uma questão, Cotidiano?

Talvez porque falte maldade à banca ou talvez porque a banca considere subjetiva uma música para uma questão dita objetiva. Porém, considerando a idéia de subjetividade, que notícia não é subjetiva? Até onde se sabe, nenhuma máquina conseguiu se graduar em Comunicação Social – Jornalismo.

De uma hora para outra, os textos essencialmente jornalísticos tão típicos em concursos para empregos públicos não serão largados, é claro. No entanto, já há, por aí, exemplos aptos a atiçar a mente (incoerente) da fábrica de questões ditas objetivas. Basta pensar nas provas de vestibular. Como crianças de dezessete, dezoito anos são submetidas a questões cujas respostas baseiam-se em Semiótica? Que eu saiba, não existem, no programa do vestibular, tópicos sobre Bakhtin, Umberto Eco, Affonso R. Sant’Anna, Luiz Tatit, Vygotsky, etc.

Estão os concurseiros aliviados, não é verdade? Não. Em contra-partida, os editais de concurso para emprego público também não recomendam a graduação do candidato em Ciências Sociais - Sociologia. Levando em conta que notícia de concurso não é poesia, nem música, nem nada literário, mas, sim, documento, é preciso "decompor os elementos do texto em palavras, símbolos, frases, classificar esses elementos em categorias preestabelecidas, para que, em seguida, tais elementos possam ser analisados quanto a seu número e sua intensidade".³ Enfim, é preciso, entre outras habilidades curriculares, ter dotes sociológicos para fazer um concurso.

Enquanto houver interpretação de texto, não resta dúvida de que, para se submeter a um concurso, cabe ao candidato, antes de tudo, ser sociólogo, futuro crítico literário, psicólogo, clarividente, super-herói. Só que tudo isso – pouca gente sabe - os editais chamam de “interpretador de texto”.

NOTAS

¹ CESPE. Concurso Público: Tribunal Regional Superior da 1ª Região. Brasil, 2008. Disponível na Internet.
http://www.cespe.unb.br/concursos/TRT1REGIAO2008/arquivos/TRT1_08_001_1.PDF (acesso em 24 de julho de 2008).

² Enumerar sugere a ação de alguém que, freqüentemente, faz provas de concurso e já sabe de cor todo o ritual de se preparar para uma avaliação. Quanto à canção, note que o cotidiano é uma realidade tão habitual que passa a irritar, daí a opção por um ritmo que não pára de se repetir e dá a sensação de enfadonho.

³ SOUTO, Cláudio; SOUTO, Solange. A explicação sociológica: uma introdução à sociologia. São Paulo: EPU, 1985, p. 57. ISBN 85-1280-040-2.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Por toda a minha vida - Dolores Duran



PÍFIO, PÍFIO, PÍFIO! VERDADEIRA NEUROPATIA DA NATUREZA!

O programa é dum mau gosto terrível. Figurino, cenário, linguagem, etc não foram estudados, nem pesquisados - basta ver o trinco da porta, o uso de objetos em acrílico, certas gírias, enfim.

Outra coisa, se era para dar uma imagem de antigamente, para que tanto colorido?! A resolução em widescreen ficou boa nas entrevistas, mas seria bem mais válida no decorrer da história. Eu concordo que P&B não ficaria bom, mas colorido daquele jeito?!

Além disso, o programa traz erros tolos como escrever ora Chico Anísio (sic), ora Chico Anysio - sendo esta a grafia correta, e não aquela.

Sim, por que pôr Fernanda Lima de apresentadora? É sempre assim, num especial antigo sobre Tom Jobim, quem apresentava era a Camila Pitanga. O grupo Globo possui jornalistas como Lorena Calábria, Chico Pinheiro, entre outros(as) apresentadores(as) que, realmente, conhecem a música brasileira e poderiam passar paixão e veracidade no programa.

Ainda bem que o arquivo da Globo se salva - são sem par as gravações com o Tom, as fotografias da Dolores, porém, isso, é claro, muita gente acha no Google. Ademais, as entrevistas foram boas e sérias.

Mas, enfim, fazer televisão é comunicar audioviasualmente e, como pouca gente sabe fazer isso, além de muitos telespectadores serem leigos natos (quero dizer, leigos em tudo - imagem, som, Bossa Nova, risos), não me impressiona o sucesso desse vôo cego da Globo.

Para vocês terem uma idéia, esse programa é tão ruim que eu duvido muito de que ele seja televisionado, como arquivo, em canais do tipo GloboNews ou GNT.

Por fim, fica aqui algo bem trabalhado para que se tenha base e faça-se uma sóbria analogia.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Meus versos mais queridos

NÁUTICO

Um jogo do Náutico é tão belo como a Vênus de Milo.
O que há é pouca gente para dar por isso.

Maiara M.

30 DE JUNHO

Aprendi com meus pais de tralálá de anos
que o amor é a descoberta das coisas mais
(lindas e) esquisitas que alguém pode sentir.

Maiara M.

domingo, 15 de junho de 2008

Sugestão: clique sobre a imagem e leia.